O Blog Marie Claire é um canal direto da redação com as leitoras. Saiba tudo o que rola de novo no planeta: fatos incríveis, temas polêmicos, gente surpreendente, tendências de comportamento, revelações do mundo da música, novidades de moda e beleza, lugares incríveis para viajar etc. Seu comentário pode sair na revista!
 
22/04/2008 - 07/05/2008 07/04/2008 - 22/04/2008 23/03/2008 - 07/04/2008 08/03/2008 - 23/03/2008 22/02/2008 - 08/03/2008 07/02/2008 - 22/02/2008 23/01/2008 - 07/02/2008 08/01/2008 - 23/01/2008 09/12/2007 - 24/12/2007 24/11/2007 - 09/12/2007 09/11/2007 - 24/11/2007 02/11/2007 - 09/11/2007 26/10/2007 - 02/11/2007
 

- Blog Diários da Bicicleta
- Blog Miojo
- Blog Moda Sem Frescura
- Blog do Homem Sincero
- Blog Cheiro de Mato
- Blog Lá em Casa
- Blog Bazar
- Blog Cabeça de Gorda
- Blog Ler pra Crescer
- Blog do Planeta
- Blog Mente Aberta
- MC Inglaterra
- MC França
- MC Austrália
- MC Estados Unidos
- Revista Marie Claire

 
RSS (o que é isso?)
23/04/2008
It´s time to go

Amanhã, Cris Senna volta de férias e o blog Marie Claire retoma sua programação normal. Confesso que gostei do exercício de escrever textos sem bigodes, mas também estou morrendo de saudade do
Gatoca. :)

Para este post-despedida, inspirada na sensibilidade da Leila, decidi falar de trilhas sonoras. Será que existe algum ser humano que nunca associou uma música à determinada fase da existência, momento especial, ou pessoa querida?

Eu editaria fácil, fácil uma infinidade de coletâneas para ambientar meu gaveteiro de lembranças: A Turma do Balão Mágico ficaria na infância dos discos com carrossel de papelão para montar, Guns n´ Roses na adolescência dos mil pôsteres pendurados pelo quarto, Technotronic nos bailinhos ingênuos de garagem, Sisters Of Mercy nas baladas trevosas do Madame Satã, Chopin nas raras vezes em que minha mãe sentava ao piano, Loreena McKennitt na descoberta precoce da senilidade, David Bowie no primeiro encontro com o Eduardo... E assim a vida ganha ares de filme.

Eis que no mês passado, lendo o "Melancia" durante a tortura costumeira da academia, passei pela experiência inversa: também é possível deixar a ficção com cara de realidade. De tanto acompanhar o drama de Claire ao som das mesmas canções no rádio, basta ouvi-las agora para que rememore o dia em que o canalha do James a abandonou, o cotidiano turbulento na casa da família irlandesa, o convite para tomar café com o príncipe Adam. Como se todas essas cenas fizessem parte da minha história. Muito estranho.

E já que o assunto é trilha sonora, encerro este ciclo de Editora Globo com "We wish you well", na voz aveludada de David Coverdale (Whitesnake) – e peço que vocês tenham a bondade de ignorar o vídeo precário. rs

(Beatriz Levischi)

Comentários Comentários ()

25/04/2008
Letras, letras e mais letras

Outro dia, fiquei me perguntando: quanto tempo passamos lendo coisas? Eu estava dentro de um ônibus, com um livro nas mãos, mas tive de fechá-lo porque minha dor de cabeça tinha alcançado um nível semi-insuportável. Aí, olhei pela janela: não deixava passar uma placa, uma propaganda, uma camiseta: lia tudo. Comecei a me “policiar”, porque a cabeça estava explodindo e eu não tinha nenhum remedinho na bolsa. Ainda assim, uma distração era o suficiente para me pegar olhando para o letreiro de uma padaria ou para aquelas frases esquisitas na traseira dos caminhões. Fiquei extremamente surpresa quando, navegando pelo site de notícias da
BBC, me deparei com a manchete: “Empresa lança papel higiênico literário na Espanha”. Pode?

Não que ler no banheiro seja alguma novidade. Lá em casa, sempre deixo uma cestinha, ao lado do vaso sanitário, com as revistas do mês e da semana. Mas ler direto do rolo de papel? Aí já é demais! O produto, criado pela empresa Empreendedores, traz impressos alguns textos clássicos da literatura mundial e acredite se quiser (e puder): uma das opções de papel traz até trechos da Bíblia. “Hemingway dizia que clássico é aquele livro que todo mundo respeita, mas ninguém lê. O que estamos fazendo é levar os livros aos banheiros, aproximando a literatura do homem. E surge aí um conflito interessante: limpar o traseiro com uma bela obra e o dilema moral que isso representa”, disse o dono da empresa, Raúl Camarero.

A novidade pode ser comprada pela internet, no site da empresa. Cada unidade custa 3,70 euros, o equivalente a R$ 9,80. Os compradores também podem escolher os textos e as cores dos rolos, disponíveis em branco, laranja e rosa. Vai um papel higiênico aí?

(Vanessa Lima)

Comentários Comentários ()

05/05/2008
Loucura: uma saída fácil

Uma das manchetes dos portais de notícias nesta manhã foi a de que o advogado de
Josef Fritzl, o austríaco que manteve a filha encarcerada em um porão durante 24 anos e teve sete filhos com ela, por meio de relações incestuosas, vai alegar que seu cliente tem problemas mentais. Se os responsáveis pelo caso aceitarem esta hipótese, ele poderá cumprir pena em um hospital psiquiátrico e não em uma prisão. Acho, no mínimo, esquisito o fato de alguém que sofra de insanidade ter conseguido manter tantas pessoas (a filha, Elizabeth, e seus filhos/netos) trancados por mais de duas décadas, tomando todo o cuidado para que ninguém desconfiasse de seus atos. O homem se lembrava até de comprar comida para os “prisioneiros” em outras cidades, para que seus vizinhos não o vissem com os mantimentos em supermercados próximos da casa em que vivia. Para mim, isso tem muito de maldade e nada de loucura.

E este é apenas um dos casos em que as pessoas tentam usar sérias doenças psiquiátricas para justificar atos cruéis. Lembro-me de ter visto uma reportagem sobre o famoso caso da menina Isabela, supostamente morta pela madrasta e atirada pelo próprio pai da janela do 6º andar de um prédio em São Paulo, que fazia a mesma associação. A matéria era sobre a possibilidade de a acusada, Anna Carolina Jatobá, ter esganado a menina por sofrer de depressão pós-parto. A mesma doença foi usada como desculpa para a mãe que abandonou um bebê recém-nascido, dentro de um saco plástico, em uma lagoa, em Minas Gerais.

Deve ser extremamente fácil cometer crimes e depois sair por aí, dizendo que é tudo culpa de uma doença chamada insanidade. Ao comentar o assunto com um amigo, que também concorda comigo e acha um absurdo utilizar esse tipo de alegação para tentar escapar de certas conseqüências, ouvi uma máxima, que se encaixa perfeitamente aqui: “Rasgar nota de 100 reais, ninguém quer”. Pois é.

Não estou dizendo que não há males psiquiátricos. As doenças mentais existem, sim, e o número de incidências se multiplica a cada ano. Na maioria das vezes, esse tipo de problema é grave e precisa ser tratado com seriedade. Injusto é usar a loucura como fuga, principalmente em casos extremos como o deste homem que, por anos, foi capaz de violentar, de maneira bárbara, a própria filha.

(Vanessa Lima)

Comentários Comentários ()