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06/03/2008
Primeira dama da moda

Responsável pelos looks usados por Jackie O. durante mais de uma década, autora do desenho do cobiçado vestido de casamento de Carolina Kennedy e considerada uma das estilistas mais poderosas do mundo, Carolina Herrera passou pelo Brasil na última semana, para comemorar os 20 anos de uma das fragrâncias que levam seu nome. Antes de chegar, a venezuelana concedeu uma entrevista à Revista Época, em que não poupou elogios às mulheres brasileiras. “Elas têm os corpos mais lindos do mundo”, disse. Nascida em uma família aristocrática, Carolina só começou a trabalhar aos 40 anos, quando apresentou sua primeira coleção em Nova York e obteve sucesso quase instantaneamente. Na entrevista, a estilista relembra o glamuroso início de sua carreira, define uma mulher elegante e conta que, para ela, vestir estrelas de Hollywood não é fundamental. “É a mídia que faz isso ser tão importante”.
Clique e confira o texto na íntegra.

(Vanessa Lima)

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05/03/2008
À la Argentina

Para quem gosta de arriscar um tango ou mesmo de ficar apenas observando, enquanto outros casais dançam, uma boa pedida para o final de semana é o espetáculo "Uma Noite em Buenos Aires", que volta ao Brasil agora em março. No palco, os integrantes do Ballet Tango Argentino, que já conquistaram a crítica e o público em diversos países do mundo, protagonizam cerca de 30 números diferentes no palco, enquanto contam a história da dança, um dos maiores símbolos da cultura argentina.

A trilha sonora promete ir do tradicional ao contemporâneo e ficará a cargo da Orquestra de Maestros de Carlos Buono. Arranjador, compositor e bandoneonista, o premiado argentino assume também a direção geral do espetáculo. O elenco de "Uma Noite em Buenos Aires" se apresenta no
Credicard Hall, em São Paulo, nesta sexta-feira, 07 de março. Os ingressos custam entre R$ 80 e R$ 200. Depois, o grupo também passa pelo Rio de Janeiro, Santos, Juiz de Fora, Belo Horizonte e Porto Alegre.

Enquanto isso...
Assista ao vídeo de uma apresentação de tango, em Buenos Aires:



(Vanessa Lima)

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28/02/2008
O samba dela



Depois dos cariocas e gaúchos, chegou a vez de os paulistas ganharem a chance de conferir a performance de Maria Rita nos palcos, interpretando as faixas de seu mais recente álbum, “Samba Meu”, lançado em setembro do ano passado. A cantora se apresenta no Citibank Hall, em Moema, nos próximos dias 13, 14 e 15 de março, cantando músicas inéditas e alguns sucessos anteriores, como “Cara Valente” e “Encontros e Desencontros”, que embalava a abertura da novela “Senhora do Destino”, na TV Globo.

O álbum “Samba Meu”já alcançou o disco duplo de ouro, com mais de 100 mil cópias vendidas, e inclui canções como
"Corpitcho", de Ronaldo Barcellos e Picolé, “Ta Perdoado”, de Franco e Arlindo Cruz, e “O Homem Falou”, de Gonzaguinha. As músicas fazem parte da set list do show, dirigido pela própria Maria Rita, com apoio de Hugo Prata. O preço dos ingressos varia entre R$ 60 e R$ 150.

(Vanessa Lima)

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26/02/2008
Cinema para dançar

Não cheguei a viver a época dos bailes de salão, aqueles em que o homem tirava a moça para dançar e ali, na pista, ficavam por horas a fio. Ainda assim, ao assistir a "Chega de Saudade", o novo filme de Laís Bodanzky (a mesma do premiado "Bicho de Sete Cabeças", com Rodrigo Santoro), foi quase como se estivesse participando de uma dessas festas, ainda tão vivas na memória de quem realmente as freqüentou.

O longa-metragem, previsto para chegar aos cinemas em março, mostra uma noite em um salão, e narra pequenas histórias, vividas por atores como Tônia Carrero, Leonardo Villar, Cássia Kiss, Stepan Nercessian e Maria Flor. “Há ingredientes tanto dos chamados bailes de terceira idade - que na verdade são freqüentados por pessoas dos 30 e 40 anos em diante - quanto de casas de forró, brega e samba-rock, onde o público é mais jovem”, define a diretora.

De acordo com o roteirista Luiz Bolognesi, a proposta do filme é mostrar pequenos sentimentos do ser-humano e não uma história central de impacto. A trilha sonora, na maior parte interpretada por Elza Soares e Marku Ribas, é deliciosa. Vale a pena para quem gosta de samba, gafieira e música brasileira, em geral. Mesmo quem não tem a mínima afinidade com as pistas de dança - como eu - vai precisar se controlar para não ficar balançando as pernas, enquanto tenta acompanhar o ritmo das músicas. Tudo dentro de uma sala de cinema.



(Vanessa Lima)
Foto: Divulgação

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25/02/2008
Inverno no tapete vermelho



Por conta das baixas temperaturas de Los Angeles na noite de domingo (24), as estrelas que caminharam pelo tapete vermelho do Oscar 2008 confirmaram algumas tendências de inverno, que já haviam sido anunciadas nos desfiles de alta-costura da última temporada. Entre os maiores destaques de moda da festa do cinema estiveram os modelos tomara-que-caia, o vermelho e o preto e os vestidos com cauda em estilo sereia, só que com uma cintura menos marcada.

Uma variação de decote, também bastante utilizada, foi o modelo de apenas um ombro, escolhido por atrizes como Anne Hathaway (na foto do topo, a primeira, da esq. para a dir.). A estrela do filme Get Smart, que tem lançamento previsto para junho deste ano, vestiu um Marchesa vermelho, com um belo aplique de rosas na parte superior. Katherine Heigl, Helen Mirren, Julie Christie e Heidi Klum (a terceira, na foto do topo) também optaram pela cor vermelha. No maior estilo princesa, com cauda e gola armada, o John Galliano de Klum será leiloado, com renda revertida para a The Heart Truth, uma instituição que alerta a população sobre o aumento do índice de doenças cardíacas entre as mulheres.

O modelo sereia foi uma das sensações em moda do Oscar 2008. Prova disso é que os vestidos com este tipo de cauda foram escolhas de famosas como Hilary Swank, Cameron Diaz (a última, acima) e Penélope Cruz. A francesa Marion Cotillard, estrela do filme Piaf – Um Hino ao Amor, foi além da cauda, usando uma das criações de Jean Paul Galtier, feito em branco e com detalhes em forma de escamas.

Bebê no tapete vermelho
A gravidez não foi empecilho para o glamour do look de Cate Blanchett (à esquerda). A atriz, que deve dar à luz em abril, optou por um vestido azul-marinho, assinado pelo estilista belga Dries Van Noten. O destaque ficou por conta das flores em paetê metalizado, delicadamente aplicadas na barra e na gola. Já Nicole Kidman (à direita), grávida de seu primeiro filho biológico, escolheu um modelo mais simples, de Balenciaga. Para compensar, a atriz usou um enorme colar, com quase 8 mil diamantes, de L’ Wren Scott. Outra futura mamãe, a atriz Jéssica Alba, usou um vestido tomara-que-caia na cor púrpura.

Acessórios e cabelos
Os penteados dividiram as estrelas nesta edição do Oscar. Enquanto algumas celebridades, como Cameron Diaz, Marion Cotillard e Cate Blanchett, optaram por um look mais despojado, ao natural, Heidi Klum, Katherine Heigl e Jéssica Alba capricharam na arrumação das madeixas, com coques, tranças, gel e laquê. Renée Zellweger (a segunda, na foto do topo) apareceu com os cabelos bem mais curtos, que completaram o visual de seu vestido prateado, com decote tomara-que-caia e uma longa fenda nas pernas, de Carolina Herrera.

(Vanessa Lima)
Fotos: Reprodução/Just Jared

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22/02/2008
Uísque sem guaraná

"Sentindo frio em minha alma, te convidei pra dançar..." Alguém consegue imaginar "Dois pra lá, dois pra cá" (Aldir Blanc), cantada de um jeito que não seja o jeito de Elis Regina? Rosa Passos, com sua voz doce e afinação impecável de sempre, consegue reinventar os grandes sucessos da musa da MPB no show "Rosa Canta Elis", em cartaz no teatro Fecap, na av. Liberdade. "Ladeira da Preguiça" (do Gil), "Só tinha de ser com você" (Tom e Vinícius), "Tatuagem" (do Chico), estão no repertório do espetáculo em homenagem a sua "ídola", como a própria Rosa (que que é uma simpatia só), a apresenta. Um programa delicioso para o fim de semana. "Rosa canta Elis" fica no Fecap, de quinta a domingo, até 9 de março. www.teatrofecap.com.br
(Rosane Queiroz)

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22/02/2008
Drama e erotismo marcam três lançamentos em quadrinhos adultos

A vida anda boa para os fãs de quadrinhos voltados para o público adulto. As editoras Devir, HQ Maniacs e Conrad acabam de lançar três obras importantes que não ficam devendo nada àqueles famosos livros "sem desenho".

Will Eisner, que está para as HQs assim como o Oscar para o cinema, é sempre leitura obrigatória. Um dos grandes contadores da história norte-americana, ele relata o período sombrio dos anos 30, resultante da Grande Depressão econômica, com o álbum "A Força da Vida" (Ed. Devir, 152 páginas impressas em sépia em papel chamois 80g, R$ 38). O foco é o das "pessoas invisíveis", provavelmente o personagem icônico principal de Eisner, perseverando e sobrevivendo numa época impossível.

Na Europa, a ascensão da Alemanha de Hitler projeta sua longa sombra sobre os moradores de um cortiço na "Avenida Dropsie" (outra obra conhecidíssima do mestre). Assim, entre os atropelos do cotidiano e sem que percebam, suas vidas serão mudadas para sempre nesse conto que discute o que leva uma pessoa a continuar enfrentando as adversidades do destino mesmo quando tudo parece perdido.

Para quem prefere histórias com teor psicológico, a escolha fica com "Violent Cases" (HQM Editora, R$ 40, capa dura), a primeira parceria da consagrada dupla responsável por "Sandman", Neil Gaiman e Dave McKean. Publicada orginalmente em 1987, época que viu a publicação de "Watchmen" e "O Cavaleiro das Trevas", dois marcos dos quadrinhos de super-heróis. McKean retrata Gaiman como o narrador da história, um homem de trinta e poucos anos que relembra um episódio de sua infância. Quando criança, residindo na cidade inglesa de Portsmouth, foi levado pelo pai a um osteopata. O médico conta ao garoto histórias fantásticas sobre seu antigo empregador, ninguém menos que o mafioso Al Capone. Nubladas pelas lembranças imperfeitas do jovem narrador, realidade e fantasia se misturam, servindo de pano de fundo para um estudo sobre a natureza da memória.

Como muitos dos trabalhos conjuntos da dupla, "Violent Cases" é uma história sobre histórias. É uma oportunidade única de conferir o primeiro trabalho de Gaiman - sua narrativa é conduzida de forma tão brilhante que o leitor termina a história com muito mais suposições e incertezas do que quando começou a leitura. McKean usa sua arte surreal e impressionista, aliada a belos tons de cinza, azul e sépia, que conferem às ilustrações de "Violent Cases" um aspecto quase onírico.

Duas décadas atrás, "Violent Cases" foi lançada no Reino Unido, pela Titan Books. De lá para cá, ganhou vários prêmios, como o conceituado prêmio Eagle em 1988, na categoria Melhor Graphic Novel. Tanto a obra quanto Gaiman receberam também indicações ao prêmio Harvey. Foi reimpressa várias vezes e publicada em outros países além da Inglaterra, mas permanecia inédita aqui.

Já os fãs de quadrinhos sacanas recebem pela terceira vez a visita de Claudia Christiani, da série "Clic", a obra mais famosa do desenhista italiano Milo Manara. O mestre do erotismo teve seu primeiro sucesso de público e crítica em 1983, quando iniciou a série. Em "Clic 3" (Conrad Editora, R$ 25), Dessa vez, Cláudia é enviada à Amazônia por uma rede de TV para realizar uma reportagem investigativa sobre a devastação da floresta. Lá, conhece Curvalo, um garimpeiro que ficou rico graças aos seus métodos de prospecção: combinando plantas alucinógenas com práticas sexuais pouco ortodoxas, consegue que uma andarilha chamada Anna Rita tenha visões e indique a localização das jazidas de ouro.

Porém, quando Cláudia prepara-se para denunciar os danos à natureza causados pelos garimpos, depara-se com uma estranha seita que, com o pretexto de comunicar-se com extraterrestres, mantêm mulheres à beira do orgasmo para "canalizar energias". Quem diria? Sexo tântrico com um propósito! Enquanto foge para denunciar tanto a devastação do garimpo quanto a exploração sexual, encontra novamente o Fausto de "Clic 2", que carrega um estranho, porém familiar aparelho...

(Por Oliver Quinto)

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