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01/02/2008
O ouro negro

Prepare-se: o ano é de filmes que se debatem sobre a questão do mal absoluto, gente que, deliberadamente, pensa e age contra o ser humano _desde o irmão até toda uma cidade. Ecos dos conflitos _com dezenas de mortes nas estatísticas _ que testemunhamos numa série de países? “Sangue Negro” _que estréia até o fim do mês e é assinado por Paul Thomas Anderson, de “Magnólia” _ é um deles. A discussão aqui é a ganância e a megalomania. Até que ponto um sonho, um projeto de vida, se sustenta do ponto de vista moral? Daniel Day-Lweis _barbada de Melhor Ator no Oscar _ vive um homem que investe sua vida na exploração de petróleo. E passa por cima de qualquer um para atingir seu objetivo _inclusive a família. Ele simplesmente só vê o lado mau das pessoas. Mas o que mais chama a atenção neste filme é a idéia de que o petróleo, o chamado ouro negro, é combustível para a maioria das guerras _ e isso desde séculos atrás. Ou você ainda acha que o presidente americano George W. Bush invadiu o Iraque atrás de “armas de destruição em massa”?



(João Luiz Vieira)

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30/01/2008
O novo Tom Hanks?

De acordo com os diretores Steven Spielberg e Michael Bay, entre outros, sim, ele é. Preenchendo o perfil de rapaz-bonzinho-
fora-do-padrão-de-beleza-
hollywoodiano-que-fica-com-a-
mocinha-no-final-mesmo-assim, o novo não-galã do pedaço, Shia LaBeouf, está com a cotação nas alturas. Além do recente dvd de Paranóia (nas locadoras), ele virá acompanhado do próprio Indiana Jones no próximo capítulo da cinessérie. Para quem quiser conferir o filme que o lançou para o grande público, a Paramount acaba de lançar em dvd um dos maiores arrasa-quarteirões do ano passado, Transformers, do já citado Michael Bay, em duas belas edições, simples e dupla.
Em geral, os filmes de Bay dependem muito de CGI, praticamente não há preocupação com o desenvolvimento de personagens, deixando o público sempre com aquela sensação de que algo ficou faltando. Com Transformers, o estilo in your face do diretor encontrou o roteiro perfeito. O maior desafio para os produtores (Spielberg encabeçando) foi criar um mundo plausível para servir de arena para o combate entre Autobots e Decepticons. Acertaram em cheio, sem contar que o visual hiper-realista dos robôs ficou irretocável.
O protagonista, Samuel Witwicky, é interpretado por Shia, e a mocinha pela maravilhosa Megan Fox. Espere mais novidades desse rapaz.

(Oliver Quinto)

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30/01/2008
Mulheres fáceis e russos difíceis

Um homem tem sua garganta cortada numa barbearia. Uma jovem grávida pede ajuda numa farmácia enquanto sangra e desmaia. Assim começa o ultraviolento "Senhores do Crime", um dos melhores filmes de David Cronenberg em anos. Depois ficamos sabendo que o homem era russo, e morre, assim como a jovem. Mas o bebê que ela esperava sobrevive e é por causa da menina que a trama evolui. Tudo se passa em Londres e, mais adiante, descobrimos as diversas camadas da história, que envolve a máfia russa, tráfico de mulheres e um motorista, também russo, hipermisterioso, vivido por Viggo Mortensen. Indicado ao Oscar, Mortensen está sensacional numa interpretação seca, propositalmente inexpressiva. "Morri aos 15 anos, hoje vivo no torpor", é dele a melhor frase do filme. Não é para estômagos fracos, mas é para quem gosta de cinema e de roteiros surpreendentes. A quem interessar possa: Mortensen fica pelado _frente e verso_ por longos minutos numa cena já antológica. Estréia no final de fevereiro.

(João Luiz Vieira)

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30/01/2008
Abaixo a felicidade



“Você precisa de um antidepressivo”. Se você nunca ouviu essa frase, é uma pessoa de sorte. Eu já ouvi, e deixei o médico em questão (um acupunturista!) falando sozinho. Afinal, ele não tinha a menor competência para me receitar esse tipo de medicamento. Ainda mais quando minhas queixas eram dor de cabeça e insônia.
Infelizmente, a cena se repete todos os dias, e muitos cedem à tentação de tentar uma solução rápida, capaz de estirpar para sempre a angústia das suas vidas. Só que, sem o acompanhamento adequado, os medicamentos podem não ter efeito nenhum –ou, pior, ter o efeito contrário. Isso sem falar, claro, nos efeitos colaterais.
O assunto já foi abordado (mais de uma vez) nas páginas de Marie Claire. Agora, saem nos EUA dois livros que colocam mais lenha na fogueira: “Against Happiness” (numa tradução livre, “Abaixo a Felicidade”), de Eric G. Wilson, e “Confortably Numb” (Confortavelmente Entorpecido), de Charles Barber. O primeiro é mais “romântico”: nele, o autor defende que a tristeza é necessária à criatividade, porque é ela que nos torma humanos –para ele, a satisfação artificial trazida pelos antidepressivos seria uma morte em vida.
Mais prático, Charles Barber centra fogo na indústria farmacêutica e no que ele chama de “popularização” da depressão: hoje em dia, qualquer desvio de comportamento é considerado uma “desordem”. Dessa maneira, os limites entre o que é doença e o que é distúrbio químico ficaram borrados – o que facilita a ação da indústria.
E assim vamos nós, nos dopando com pílulas, sem saber onde colocar o desejo e onde encontrar a (verdadeira) felicidade. Até quando? Será que um dia essa mania vai chegar ao fim? E você, já tomou antidepressivos? Em que situações aceitaria o medicamento?
(Marisa Adán Gil)

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29/01/2008
Um rosto pra chamar de seu


Não tenho a menor intenção de realizar uma cirurgia plástica. Tenho horror a médicos e hospitais e jamais entraria na faca por uma questão de estética. Mas entendo perfeitamente quem faz, dou apoio, seguro a mão e digo que ficou lindo. Fico surpresa, porém, com a reação de boa parte das pessoas. Na minha experiência, é muito difícil elas ficarem satisfeitas. "Não era isso que eu queria" é uma das frases mais comuns. O seio ficou grande demais, o nariz ficou pequeno demais, a boca ficou torta demais.
Uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética pode ajudar a matar a charada. Segundo a pesquisa, na hora de fazer a cirurgia, boa parte das mulheres se inspiram nas celebridades. Querem ter os seios da Pamela Anderson, o bumbum da Juliana Paes, a boca da Angelina Jolie. Qualquer cirurgião de respeito te dirá, claro, que isso é impossível. Mas o fato é que, para algumas mulheres, a fantasia continua lá. Não se trata apenas de corrigir um defeito: elas querem, mesmo, ser outra pessoa.
Em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo", o cirurgião Wilson Andreoni foi categórico: o único modelo para a cirurgia deve ser a própria pessoa. "Cada indivíduo tem um tipo de constituição física e o cirurgião plástico deve respeitar esse padrão." Indo um pouco além: nessa vida, não dá pra querer ser outra pessoa. O melhor mesmo é aprender a amar e chamar de seu aquele rosto no espelho. Depois, é só fazer uns retoques, que ninguém é de ferro.(Marisa Adán Gil)

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29/01/2008
Adorável assassino

No começo, fiquei receosa. Não queria assistir "Dexter" de jeito nenhum. Um seriado onde o protagonista é um serial killer? Um pouco demais pra minha cabeça. Um serial killer que só mata assassinos? Pior ainda. Afinal, sempre fui contra a idéia de fazer justiça com as próprias mãos, sou totalmente contra a pena de morte e acho que (quase) nada justifica tirar a vida de alguém. Mas o controle remoto me traiu. Segunda-feira à noite, nada pra ver, acabava zapeando. E, toda vez que avistava o rosto de Michael C. Hall, ficava hipnotizada. Pra quem não lembra, ele era o irmão gay de "A Sete Palmos": olhos intensos, expressão indecifrável, talento pra dar e vender. É ele quem dá alma ao personagem, e quem me fez começar a torcer por ele, contra todas as minhas convicções.
Policial de dia, assassino de noite, Dexter é um ser frágil, que não tem amigos, não sabe se relacionar com as pessoas e morre de medo de intimidade. Só se realiza quando mata -e sofre violentamente por causa disso. E você, assistiria um seriado sobre um assassino implacável? Se ficou curiosa, dá para conferir a primeira temporada na Fox: segundas, 22h.
(Marisa Adán Gil)

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28/01/2008
Amy Fontana







Em sua edição datada em 22 de Janeiro de 2008, o jornal londrino "The Sun" exibiu um vídeo mostrando a cantora Amy Winehouse fumando crack em sua casa. Mesmo não sendo um exemplo de comportamento, a cantora continua em alta. Tanto que a top brasileira Isabeli Fontana fez um ensaio para a revista Vogue francesa inspirado na cantora, que será publicado em Fevereiro.
(Marcel De Lima)

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28/01/2008
No tempo do caubói macho

Após o recente revival de filmes que remetem ao visual Velho Oeste (Hollywood, bem sabemos, trabalha em ciclos), com destaque para "Brokeback Mountain" e "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford" (com Brad Pitt, foto acima), um lançamento em dvd da Universal Pictures aguça a curiosidade: o box "O Melhor do Western". Com títulos como "Joe Kidd", "O Estranho Sem Nome", "Gigantes em Luta", "A Vingança de Ulzana" e "Justiceiro Implacável", a coleção traz atores do gabarito de Clint Eastwood, John Wayne, Kirk Douglas e Burt Lancaster. Além da nostalgia, vale pelo sabor de reviver uma época em que filme-cabeça e filme de mocinho e bandido eram auto-excludentes e caubói com visual metrossexual ainda era um conceito a ser germinado.



(Oliver Quinto)

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24/01/2008
O deserto em nós


"Onde os Fracos Não Têm Vez", filme dos irmãos Coen que concorre a oito Oscar, é uma espécie de revisão do faroeste clássico americano. Estão lá os grandes vazios no deserto, as armas, os cavalos, os xadrezes, as cidades fantasmas, o plano de vingança, as mortes em profusão. Para quem gosta ou não do gênero, digo de antemão que é uma aula de cinema. O roteiro _cheio de reviravoltas_, a fotografia _árida, sufocante_ e o elenco são sensacionais. Javier Bardem, considerado coadjuvante, na verdade é a razão de ser do filme. Vivendo um serial killer alucinado e adepto de um cabelo chanel ridículo, o ator espanhol é a maior barbada do Oscar. A sua performance já entrou no rol das grandes interpretações das últimas décadas, junto ao Hanibal Lecter de Anthony Hopkins, à Rainha Elizabeth de Helen Mirren e até mesmo a Edith Piaf de Marion Cotillard. "Onde os Fracos..." é um filme duro, sem concessões, mas a melhor obra dos Coen.

(João Luiz Vieira)

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23/01/2008
Spice Girls prestigiam desfile de Roberto Cavalli



A banda Spice Girls apareceu de surpresa no desfile Outono/Inverno 2008 do estilista italiano Roberto Cavalli, em Milão. Cavalli, o designer favorito do grupo, fez parte dos looks para o show de volta do grupo. Todas as Spices vestiram preto, exceto Geri Halliwell que preferiu um vestidinho dourado.
(Marcel De Lima)

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23/01/2008
Um Laptop sexy



Como todos os anos, o CEO da Apple, Steve Jobs, mostra o melhor do mundo do design em eletrônicos na conferência da empresa a MacWorld, em San Francisco. Desta vez, Jobs apresentou o mais fino laptop do mundo: o MacBook Air. O computador pode ser comprado no site
www.apple.com. Os preços começam em US$ 1.799.
(Marcel De Lima)

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23/01/2008
Deu no New York Times




Saiu no Blog da T Magazine, a revista dominical do New York Times, um post ensinando como falar “Doutor, eu não tenho bunda. Por favor, eu realmente preciso daqueles implantes de bunda.”. A intenção é mostrar como é barato vir ao Brasil e fazer uma cirurgia plástica.


Luxe In Translation
T presents a series of ‘essential’ foreign phrases. This lesson is for girls (or guys) in Ipanema, who need a little rear-seat augmentation. Dr. Carlos Fernando-Gomes de Almeida, surgeon to the stars, offers everything one might need by way of plastic surgery at his Rio clinic. His client list is private, but rumor has it that his handiwork is easy to spot in Fashion Rio’s front row.

Translation: “Doctor, this baby don’t got no back. Please, I really need those butt implants.”
The details: About $10,000 for butt implants, with hospital stay and anaesthesia. Contact Dr. Fernando-Gomes de Almeida’s clinic for further information at +55 (21) 2286 8255 or by email at CGA2001@uol.com.br

http://
themoment.blogs.nytimes.com/
(Marcel De Lima)

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23/01/2008
Atriz Natalie Portman cria linha de sapatos vegans

Vegetariana de longa data a atriz Natalia Portman lançou com a Te Casan, uma boutique de sapatos em Nova Iorque, uma linha de sapatos femininos, o detalhe é que os sapatos são ecologicamente corretos e 5% dos lucros sobre as vendas serão revertidos para instituições de caridades. Para ver os modelitos acesse
www.tecasan.com
(Marcel De Lima)

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23/01/2008
Johnny Depp doa 1 milhão para hospital



O ator de "Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da rua Fleet", Johnny Depp, em visita (secreta) ao hospital pediátrico de Great Ormond Street, onde a sua filha de oito anos Lily Rose foi hospitalizada e tratada em março, entregou donativo de 1 milhão de dólares como agradecimento pessoal.
(Marcel De Lima)

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