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09/11/2007
O MELHOR DO HUMOR DOS ANOS 80

Livro reúne matérias da publicação comandada por Reinaldo, Hubert e Cláudio Paiva entre 1984 e 1992

A editora Desiderata lança a antologia do veículo símbolo da irreverência dos anos 80. Planeta Diário - O Melhor do Maior Jornal do Planeta traz (348 págs, R$ 69,00) humor ácido e escrachado de Reinaldo, Hubert e Cláudio Paiva, uma verdadeira febre na época. Ali começava a parceria com a Casseta Popular, grupo que fazia constantes colaborações para o jornal. Foi das páginas das duas publicações que o grupo migrou para a TV, onde fez história na mesma década com o TV Pirata (programa em que eram roteiristas) e na seqüência com o Casseta & Planeta. Um álbum de um tempo em que era possível rir sem culpa ou danos morais.

(Oliver Quinto)

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07/11/2007
O que é que você é?

Será que a sigla GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes) ainda tem sentido na primeira década dos anos 2000? E GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros)? As siglas, os conceitos e, lá vai, as posições estão mudando tanto, e tão rapidamente, que o que interessa mesmo é ser alguma coisa. Ou não? É como diz um amigo meu: "Eu não quero assumir nada, quero é confundir". Bem, demorei a chegar no assunto, mas lá vai: começa na semana que vem o Mix Brasil 2007 - Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual. A programação é intensa, acontece em cinco cidades, e tem desde uma homenagem aos andróginos Dzi Croquetes a longas eróticos antigos, passando por show da heróica Angela Ro Ro. Quem sabe não é uma boa oportunidade para você encontrar os amigos mais divertidos de sua vida ou, de fato, se achar como pessoa?

(João Luiz Vieira)

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07/11/2007
O Lugar Mais Bonito do Mundo

Na sua opinião, qual é o lugar mais bonito do mundo? Para o fotógrafo Valdemir Cunha (que já deu a volta ao mundo), é o Pantanal. Se para você soa exagero, dê uma olhada em "Pantanal: O Último Éden" (DBA Editora, R$ 79). Garanto que você vai concordar com ele na hora. Mais do que um trabalho primoroso, a obra é resultado de um sonho. Valdemir concebeu suas imagens a partir de poesias de Manoel de Barros, e canções pantaneiras de Almir Sater, Helena Meirelles e outros feras. O texto, assinado por Xavier Bartaburu, emociona, informa e encanta num só tempo. Além de ser um belo livro de mesa para ostentar na sala da sua casa, a obra também é um contundente documentário sobre as transformações sofridas pela região nos últimos 15 anos. Previsões pessimistas falam do desaparecimento desta que é a maior planície alagada do mundo no prazo de 50 anos. Vamos torcer para que não seja verdade, mas, se for, pelo menos a beleza singular do Pantanal terá sido eternizada pelo talento de Valdemir. Ah, eu também acho o Pantanal o lugar mais lindo do mundo!

(Sandra Boccia)

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07/11/2007
Paraty paratodos

Muita gente me pede dicas de Paraty porque meu marido tem um bar-restaurante lá, o Che,
http://www.paraty.com.br/chebar. É claro que eu indico o mojito, a picanha, a paella ou otras cositas más do nosso chef argentino. E, já que temos o longo feriado do dia 15 pela frente, aproveito para postar aqui um roteiro de coisas que eu adoro na cidade que, aliás, anda ainda mais bonita agora que lampiões estão substituindo os antigos postes que "sujavam" a paisagem histórica. Bom, se o desejo é se hospedar no Centro Histórico, em grande estilo, a pousada Porto Imperial www.portotel.com.br é uma das mais belas e tradicionais. Os quartos, batizados com nomes de mulheres notáveis (como Elis Regina, Anita Garibaldi, Tarsila do Amaral...) têm decoração colonial (foto), além de um jardim belíssimo e uma piscina que será reinaugurada neste próximo feriado. Na beira-rio, uma opção bacana e acessível é a Rumo dos Ventos www.rumodosventos.com.br, da Juliana. Entre as mais afastadas, há ainda a charmosa Guaraná, www.pousadaguarana.com.br, da Jimena.
O barquinho vai
Por mais que você vá às praias mais próximas, como São Gonçalo, Prainha, Trindade, não considere que conheceu Paraty se não fez um passeio de barco pela baía local. Basta ir até o cais e embarcar, na hora, com o barqueiro da vez. O preço depende do número de tripulantes. Melhor ainda é entrar em um charter, um programa mais exclusivo e nem tão caro quanto se pensa. Fale com o comandante Luiz Melito, marinheiro de mil e uma viagens, que há 17 anos vive no veleiro Tinker Toy www.mistralis.com/tinkertoy , um barco lindo de 55 pés que acomoda até 7 pessoas. Recortar as ilhas no veleiro do Luiz é outra história.
Dá para tomar sol em praias escondidas, comer um peixinho em alguma ilha remota... A Sandra e o Lucas, casal-aventura do veleiro Santa Paz www.santapaz.com , também agendam viagens de curta ou longa duração, até Angra ou Ilha Grande, por exemplo.
Peixe à Iemanjá
De volta à cidade, o jantar pode ser no tailandês Thai Brasil, o restaurante colorido e perfumado da alemã Marina e do paratiense Gegê, ou no requintado Porto Entreposto Cultural (foto). É ali que as celebridades, Chico Buarque e afins aportam para saborear um belo carré de carneiro ou receitas de frutos do mar como o Peixe à Iemanjá, ao vinho branco, dendê, gengibre e laranja, num ambiente aconchegante, decorado com o bom gosto da Cibele e do Vicente. Tudo isso, claro, além de provar todos os drinks e delícias do Che Bar.

(Rosane Queiroz)

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07/11/2007
Mulheres de fé

O encontro é inédito e promete idéias inspiradoras. Não é todo dia que uma monja budista bate papo com uma rabina sobre religião: "Espiritualidade e o Feminino" é o tema que vai reunir a monja Coen e a rabina Luciana Lederman no Centro Cultural e Social Bnei Chalutzin (praça Vitória Régia, 96, Centro Comercial Alphaville), no próximo dia 21, às 20hs. O debate será mediado pelo jornalista Claudio Bacal e é aberto ao público.
(Silvana Tavano)

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05/11/2007
Vida a um

E já que o mundo dos singles só cresce no mundo todo (no Brasil são 4 milhões, segundo o IBGE) o site
www.solteirosesolteiras.com.br traz de um tudo para esse público: comportamento, turismo, gastronomia e roteiros de lugares para ir sozinha e -- quem sabe? -- sair acompanhada. No mínimo, o site traz um papo legal.
(Rosane Queiroz)

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05/11/2007
Guarde esse nome

Desde pequena a designer Mariana Lara sonhava com duas coisas: ganhar a vida com seus desenhos e ilustrar um livro de seu avô, o jornalista e escritor Otto Lara Resende. Aos 30 anos, ela já conseguiu o que queria. Foi convidada pela editora Bem-Te-Vi a fazer o projeto gráfico da coleção “Arquivinho” _ DVD, fac-símile de carta e outras curiosidades _ e acabou ganhando o prêmio Jabuti da categoria. “Foi um presente duplo, porque eu sempre pedi ao meu avô para ilustrar um livro dele, mas não deu tempo enquanto ele era vivo”, diz. Com o aval do prêmio, ela ampliou seu ateliê e agora tem mais espaço para todas as suas artes _ ela faz adesivos de parede, estampas de camisetas, jóias, papéis de carta e outros projetos especiais. No momento, assina os uniformes e o cardápio do Buddha Bar paulistano e algumas das estampas de Raia de Goeye e Jo de Mer. Guarde esse nome.

(Luciana Obniski)

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05/11/2007
Meu dia de rallyzeira

Comecei a dirigir cedo, antes dos 18. Isso, claro, não credencia ninguém a piloto, mas, talvez pela minha prematuridade ao volante, acabei tomando gosto por carros. Cheguei até, quando era mais jovem, a participar de um rally, incentivada por amigos aventureiros, a bordo de um Gol branco 1.6, e não achei graça nenhuma em ficar horas chacolejando por estradas de terra sob o estresse do navegador (o cara que cronometra o tempo, indica a velocidade, o caminho a ser percorrido...). Uma única vez foi suficiente para eu declinar de convites do tipo. Só que, dias atrás, não tive como escapar de outro rally por um simples motivo: era trabalho. Iria acompanhada de Cynthia de Almeida, Diretora Editorial Adjunta, e de Gilberto Corazza, Diretor de Mercado Anunciante, ambos da Editora Globo, onde eu também trabalho –sou uma das editoras de Marie Claire. Confesso que fiquei ansiosa com o rally (e se eu deixasse morrer o carro na partida?) e com as horas que eu passaria com meus acompanhantes (Cynthia eu já conhecia, estive em várias reuniões com ela, mas Corazza não sabia nem que cara tinha!). O Mitsubishi Motorsports aconteceu em Angra dos Reis. No dia anterior à prova, em conversa com os organizadores, Cynthia descobriu que havia dois carros à nossa disposição: uma L200 (uma picape enorme, cabine dupla) ou uma Pajero TR4 (utilitário esportivo, comum nas ruas de São Paulo). Ela preferiu a L200. Tentei demovê-la da idéia, mas recebi o seguinte recado: “TR4 é boa para fazer compras no shopping”. Diante do comportamento destemido de Cynthia e de seu argumento, cedi. Mas também tremi. Achei que não teria braço para segurar aquele carrão, mesmo competindo na categoria mais light do rally.Na aula de rally, em que o diretor de prova explica os sinais da planilha de navegação e como devemos nos comportar durante a competição, eu e Corazza estávamos com fome. Cynthia parecia animada, empolgada mesmo com tanta informação nova. Mas conseguimos convencê-la que jantar, aquela hora da noite, era uma boa pedida. Afinal, Gustavo Valente, o nosso sensacional navegador escalado pela Mitsubishi para nos acompanhar, se dispôs a prestar atenção até o final daquela aula.Nossa largada estava prevista para acontecer às 10h34 do dia seguinte. Horário bom. Dava para descansar, tomar café com calma e se entregar com tranqüilidade à aventura. Estávamos nesse ritmo até chegarmos ao local da partida, às 10h10. Mas nosso horário de largada tinha sido alterado. Partiríamos dali a 4 minutos. Sem tempo para pensar, Cynthia sugeriu que eu começasse a prova. Também não tive tempo de questionar. Peguei a chave, entrei no carro, ajustei o banco, os espelhos e pensei: “E agora?”Gustavo se sentou no banco do passageiro. Cynthia e Corazza rapidamente incorporaram o papel de “Zequinhas” (os que vão no banco de trás). Corazza, sempre muito gentil, com certeza percebeu minha aflição e logo foi me encorajando: “Isso aí, boa!”Durante duas horas, dirigi por estradas de terra, algumas bem apertadas e cheias de pedras e buracos. Gustavo me orientava o tempo todo: “Velocidade média de 27 km/h, mas pode acelerar um pouco que estamos seis segundos atrasados”. Seis segundos, cara! O que é isso? Um rally de regularidade, em que os carros devem passar por pontos controlados na velocidade certa e no momento certo. Por isso as ordens de acelerar e desacelerar eram intensas e, às vezes, um pouco confusas para mim. É muito difícil manter um carro daquele tamanho e daquela potência num ritmo só. Mas, se não fosse o comando e a calma desse navegador, eu (e acho que Cynthia também) ficaria em último lugar. Fiz o primeiro trajeto, enquanto Cynthia fotografava e filmava tudo. Depois, revezamos, e foi, então, que pude curtir um pouco a paisagem do lugar, que é realmente linda –e abusar da câmera da Cynthia. Chegamos ao ponto de partida pouco depois das 14h30 –ao todo quatro horas e 20 minutos. Gustavo dizia que tínhamos ido muito bem. Cheguei a acreditar nisso e já pensei em pódio. Ainda não deu, mas fomos muito bem classificados: entre 132 competidores, ocupamos o 34º lugar. Nada mal para iniciantes.

(Fernanda Cirenza)

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